quarta-feira, 30 de setembro de 2015

DE IDEIA EM IDEIA


Sempre fui uma criança tranquila, e a minha capacidade de analise, poupou-me de erros desnecessários.

Nasci e cresci numa família numerosa, sem qualquer tipo de amor, nem de Mãe ou de Pai.

Toda a vida percorri um caminho solitário.
Uns anos mais tarde valorizei a amizade como um prolongamento de mim própria, dando este mundo e o outro.
A maioria delas suicidaram-se.
Ficando completamente sozinha durante longos anos, onde a pintura era o meu único refugio.

Reencontrei uma amiga de infância em Março de 2015, de nacionalidade Alemã, indo eu de porta em porta sem desistir de encontrar alguém que sobrevivesse.

No presente não tenho amigas/os porque a amizade acaba quando você percebe que a amiga é só você ..

Traída por quem acreditava, roubada por quem confiava, humilhada por aqueles que admirava e os que mais amava foram os que mais me desiludiram.

Pedi ajuda a quem tinha como boa pessoa e esperança depositada "trabalho" e a resposta foi o silencio.

Todas as pessoas que me procuram é com carinho que as recebo, ajudo se puder, se não puder explico porquê.
Jamais as abandono, duma forma ou de outra prevalece a amizade.

No presente sou mais cautelosa, mas não radicalista.
Mas continuo a falhar nas poucas abertas que dou.
A muita gente mal intencionada, acreditem.

Alguns dos meus seguidores que me acompanham há alguns anos são "tipo" irmãos, que nos momentos mais difíceis da minha vida, escrevem palavras de alento.
Sem nunca desistir de mim própria e com um amor narcisista que me manteve sempre no mais "alto possível" pelas melhores razões e que Deus me concedeu alcançar, continuei a vida sem desistir.

Fiz da minha vida uma auto estrada sem limites ou paragens.
Ignorando tudo o que me faz mal e abraçando o que me faz bem.


Adelaide Moça

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